Tenho de reconhecer a necessidade de descanso. A exaustão anda a corroer-me o pouco que de mim sobra... Bem vindos os calmantes e os comprimidos para dormir... Em dose cavalar cheguei a tomar 3mg de calmantes... Senti-me descoordenado... estranho... literalmente o controlo da cintura para baixo estava desconexo... Mas agora que reduzi para metade sinto-me mais nervoso e ansioso... mas pelo menos consigo dormir... Apagar... Porque Não e fácil percorrermos o vazio que nos inclui na imensidão plena da solidão. Desperto, o ardor calorifico da incandescência do filamento do pensamento assume o seu rubor. De uma forma invasiva queima-me... Adormece-me... Ilumina todos os meus sentidos numa explosão pirotécnia concentrada. O negrume da minha escuridao sente-se impotente para travar a ofensiva intempestiva de tal adversário. Tudo em mim sob o juízo de mim é jogado no meu espírito. Mas numa fatalidade aparentemente premeditada o meu corpo clama por um descanso contraditório. O dialogo esta lançado. Ambos os contendores esgrimam os seus argumentos nitidamente válidos. A lógica pura da realidade neuronal que me pede para parar. Por outro lado a emotividade... consome-me na sua vontade... Estou nitidamente em guerra aberta comigo próprio pelo que sobeja de uma alma a definhar... Agora apenas me questiono sobre o que restará de mim...
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Agitação Áspera
Despertei para um dia revoltado, nubloso, pleno de turbulência. Como se hoje vivesse o destilar da raiva contida que me neguei durante anos tivesse finalmente desfeito o envase que a continha. Sinto uma urgência atroz em explodir. Fervilho. Sinto-me na fronteira da implosão total e pura. Em mim falta o espaço físico vital para conter as neblinas da raiva que investem em golfadas densas a minha estabilidade. Tudo me parece rigorosamente circunstancial. Casual... Hipoteticamente factual. A indiferença da realidade básica e primaria esfumou-se desintegrada em divergências incontornáveis. A clarividência da calma está passada, somente existe escrita em mim na agitação áspera de uma inquietação medieval.
Acabou o desengano. As respostas ausentes desenhadas no silêncio às questões que em meu peito soam mais pertinentes. A ilusão morreu. A esperança jaz moribunda algures no vazio do meu ser que já não me habita.
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