quinta-feira, 27 de junho de 2013

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Olhar vago e distante onde me escondo, incontáctavel por um rosto que exibe uma face que varia entre o fechada e o ausente. Escuto musica clássica sem ouvir  apuradamente cada nota, ou saboreando qualquer passagem. Limito-te a abafar as palavras dos outros em notas que nao escuto mas que me servem o propósito... Fazer a viagem escrevinhando o que vai desaguando neste sentir, estancado de forma solta, num diccionario em branco onde, de um momento para o outro, salta uma que nos meus dedos termina digitada. Sobre nada escrevo em concreto... Ou sobre tudo queira escrever mas nada me surge. De uma forma caricata ate me agrada sobre nada falar... Talvez seja de tanto ouvir "que fazes" ou "nao fazes nada" seja porque motivo for até "para mudar"... O nada persegue-me... É de certa forma a minha sombra numa noite de lua nova... Já me contento com nada... Porque no nada existe tudo de mim.


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