Olhar vago e distante onde me escondo, incontáctavel por um rosto que exibe uma face que varia entre o fechada e o ausente. Escuto musica clássica sem ouvir apuradamente cada nota, ou saboreando qualquer passagem. Limito-te a abafar as palavras dos outros em notas que não escuto mas que me servem o propósito... Fazer a viagem escrevinhando o que vai desaguando neste sentir, estancado de forma solta, num diccionário em branco onde, de um momento para o outro, salta uma que nos meus dedos termina digitada. Sobre nada escrevo em concreto... Ou sobre tudo queira escrever mas nada me surge. De uma forma caricata ate me agrada sobre nada falar... Talvez seja de tanto ouvir "que fazes" ou "não fazes nada" seja porque motivo for até "para mudar"... O nada persegue-me... É de certa forma a minha sombra numa noite de lua nova... Já me contento com nada... Porque no nada existe tudo de mim.
Nota: O "Nada" nunca o É verdadeiramente, esconde no seu núcleo milhões de pequenos Tudos.
Cada um deve encontrar em Si, por Si, para Si o seu Todo no seu Nada!
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