Acordei para um dia que não queria despertar, onde todo o tempo fosse passada na existência do nada... A reviver o escuridão do meu existir inexistente. Quero o conforto desconfortável de nada pensar ou sentir mas, fatalidade inerente ao viver, leva-me a abrir os olhos que fechados deviam permanecer, a contra gosto tocados são pelo frio que circunda a minha face. Outonal existência onde assumo uma competição sem tréguas com as árvores pela queda das folhas que a cada sopro vão fazendo cair mias de mim... Questiono-me se perante tudo o que me vem caindo ao caminho não será a derradeira prova do destino em afirmar que nada posso fazer. Colocado fui num labirinto sem saídas onde os caminhos intransitáveis se tomam conforme vou avançando no desespero de uma salvação para tudo o que me corrói a alma. Receio tudo neste momento. Tento pensar positivamente nas coisas, nem sentimento de derrota. Tenho em mim agarrado o odor de uma vida perdida onde tento esquecer o passado, não me interessa o presente e nem planos tenho para o futuro. Posso afirmar que nada tenho que me orgulhe, anime ou me faça acreditar. Apenas o chamamento nocturno que na noite denso vive, clama para o desaparecimento no sono artificialmente induzido em mim.
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